sexta-feira, 3 de abril de 2015

O Reflexo no espelho



                                                                                                   
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                                                       Por Renato Uchôa ( Educador )

Não existe razoabilidade nem de longe, e em sonho. Naquele (a),quando se olha no espelho pela manhã  e sai a vagar como zumbi à procura do sangue do PT, e de outros mais: condenados a viver em caixa de papelão. E eram milhões. Faz poucas décadas. Caçar, contanto que recebam, estejam inclusos em programas, políticas sociais: bolsa-família, cotas, ProUni, entre outros. E têm ajuda do bombardeio diário da imprensa marrom, apodrecida, monopolizada. Privilégio de um grupo seleto das camadas dominantes. A serviço delas. Em desqualificando os que criticam as atrocidades veiculadas se coloca, freneticamente, a favor do autoritarismo. Contra o avanço democrático do país, que lhe permite as formas de manipulação de opiniões como legítimas, normais. Ao ódio cego, pulula o dia inteiro, em parte pelo desejo mórbido de vingança, traço que atravessa a história por séculos. Reduz a consciência a um nível de degradação moral que se alastra pra punir, denegrir, massacrar os próprios familiares do preso. Caso recente de Miruna, filha de Genoíno, por solidariedade e acreditar na inocência do pai. Independentemente do crime, não importa que sejam idosos ou crianças. Pode ser até um bombom, linchamento moral e físico. E com relação à liberdade de opinião (de cada um), a duras penas, conseguida com a derrubada da Ditadura Militar, entendem que é a de grunhir, vomitar as coisas mais absurdas sobre os seres humanos. Principalmente pobres, homoafetivos, negros, índios, mulheres, crianças e idosos. A bola da vez vem sendo o PT. Desde a instalação do processo de julgamento do mensalão.Em ritmo de festa. O combate ao partido, ao longo de sua história de construção, atinge o mais alto nível de linchamento. Ao arremesso da Constituição na lata de lixo, ato legal. “Justificável”, para condenar sem provas. O ódio mórbido embaça a visão. Do lado escuro, em segredo de (in) justiça do julgamento da AP 470, processos paralelos nº 2474 e Laudo de Exame Contábil nº 2828/2006-INC, Instituto Nacional de Criminalística. E os prolongamentos dos ilícitos praticados ,quando das prisões de parcela seletiva (PT), do conjunto de condenados por cima das leis. Em verdade, a segunda seleção, em sendo a primeira a própria escolha dos nomes que comporiam a lista de 40 nomes para o escracho público, que viria a ser chamado de mensalão. Escolhidos a dedo(s) pelo procurador da República, Antônio Fernando de Sousa, e com os dez dedos de Barbosa. Decisão monocrática do imperador presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, na função de delegado de polícia. Silenciada pelos demais ministros da Corte que, ajoelhados em caroços de milho e atentos à vara de marmelo na mesa, em se comportando assim, envergonham a mais alta Corte de Justiça do país. O que se espalha nos Tribunais do mundo, não como o maior escândalo do Brasil; pelo contrário, um tenebroso cerceamento de defesa e alijamento de provas na história dos julgamentos. Não é possível (os zumbis) não saberem que parte dos ministros do Supremo solta representantes da verdadeira escória brasileira. Condenados com robustas provas. Roger Abdelmassih, 278 anos por estuprar 37 mulheres. Assassino perverso como Reginaldo Pereira Galvão matador sanguinário da missionária Dorothy Stang.E hoje,quando voltar da cruzada, da caça ao PT e dos outros mais, ao olhar no espelho, a mulher refletida pode ser uma das 37 estupradas por Roger. Não é você.  Poderia.

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