sexta-feira, 3 de abril de 2015

O Brasil não é deles


                                                              

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                                     Por Renato Uchôa ( Educador )
O Supremo Tribunal Federal tem uma chance hoje, (Dia da Consciência Negra), de resgatar a normalidade jurídica. Já bastante combalida. Destroçada por parte do Supremo, pelas interpretações equivocadas que nortearam, politicamente, o julgamento mais midiático da história do Brasil.AP 470. E se tornou uma loca de um grupo de viciados em rasgar a Constituição. Quando deveriam defendê-la. Agindo ao contrário, se colocaram na margem da lei. Tornaram-se fora, de acordo com ela. As arbitrariedades foram muitas: suspensão de todas as garantias constitucionais, alijamento de provas, espetáculo de autoritarismo. O que descredencia parte dos ministros. Alheios ao trâmite legal. Impondo pela força condenações escabrosas. Não podem continuar, a não ser que retomem a defesa da Constituição. E podem barrar hoje a tentativa de desmoralizar a Corte Suprema. Ação realizada organizadamente, desde a escolha dos "condenados", e a exclusão proposital de outros. Por mais truculência que o ministro Joaquim possa expelir, por mais ameaças que possa fazer a seus membros, inclusive aqueles que já confessaram que condenaram vários sem provas (fato gravíssimo). Precisam reagir (eles, os ministros). Não está em jogo a condenação de pessoas; muito mais o verdadeiro processo legal. Várias conquistas do povo brasileiro em direção a democracia, conseguidas a duras penas, estão ameaçadas. As tropas já estão na mente das camadas que sucateiam as riquezas do país faz cinco séculos. Elas poderão ser vistas nas ruas e avenidas do país. O Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Barbosa que representa um grupo de ditadores dentro e fora da instituição, atenta contra a legalidade democrática, ao contrário do que possa parecer. O ministro do Supremo Tribunal Federal, até março, provável afastamento, vai fazer de tudo para desmoralizar a Corte Suprema. Ao arrepio da lei, como fez recentemente com as prisões ilegais, decididas monocraticamente, menosprezando os membros do Supremo. Jogando no esgoto a Lei de Execuções Penais. É uma bomba-senha das camadas mais retrógradas da sociedade brasileira, para criar uma crise institucional. Joaquim pode inclusive renunciar. Fazer o papel de vítima. O Partido dos Trabalhadores e aliados têm uma reunião marcada com o povo brasileiro. Responsabilidade histórica de defender a nação brasileira contra todos aqueles que atentam contra a legalidade institucional. A apatia e a posição de cócoras, que tem caracterizado a ação pífia do partido, são inadmissíveis em relação ao julgamento da AP 470 e desdobramentos. E tem que ser rápido. A presidente Dilma deve a nomeação de um jurista ilibado, seja de qualquer partido, em substituição ao apático, insípido, incipiente ministro da justiça Cardozo. A OAB, os juristas, partidos, instituições, jornalistas comprometidos com a verdade, começam a perceber e a reagir ao comportamento de um grupo no Supremo, dirigido por Barbosa que, agindo com truculência, autoritarismo, fora da lei, em face de não respeitar a Constituição, é maléfico para a legalidade democrática. Na utilização de subterfúgios para esconder a verdade. Quando um magistrado se comporta subvertendo a própria Constituição que deveria defender, não reúne mais condições morais e jurídicas para presidir a mais alta Corte de justiça, que se torna agora numa agência patrocinadora de ilegalidades. O Brasil agradece a coragem dos ministros do Supremo que possam e devam colocar a Corte em defesa da normalidade jurídica, na reunião de hoje. Que Zumbi os ilumine, que os tornem exemplo da verdadeira liberdade.

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