Por Renato Uchôa (Educador )
Um conceito simples. Cristalino como dois mais dois... Igual a 54,4
milhões de brasileiros. Muito mais, que gostariam de ter votado em Dilma. Todos
eles denominam governabilidade. A gente ganha às eleições debaixo de pau, pedra
e fogo pra todo lado. E... Depois ficamos de quatro. Com a cara no chão, com as
mãos atadas, com os pés quebrados, com a boca fechada com araldite. Cadeado com
segredo. Jogado na lama que entope as torneiras dos paulistas. Pra não sair
nenhum ruído de protesto. O caminho mais fácil e chique para acalmar os ânimos
dos deputados e senadores. Daqueles ávidos para iniciar novamente o círculo da
corrupção, desvio de verbas públicas e todo tipo de tramoia. É colocá-los no
galinheiro da governabilidade. Os poleiros são assépticos e contam com bilhões
para compra de ração. Continuemos de quatro, a festa vai começar. Raposa vai,
raposa vem. Em 2018 eles mandam a conta para presidenta Dilma. Discriminada,
cada item no lugar, no período eleitoral: PT corrupto, PT ladrão, a culpa é do
PT, eles sabiam... Ainda de quatro. Lá... Vem os quatro (primeiros) indicados para
começar o açoite no povo brasileiro. Lá vem a ministra Kátia Abreu, vai começar
com um banho de agrotóxicos na cabeça de cada um. Depois mais dez, sabem lá
quantos. Enfrentamos os tipos mais perversos da escória brasileira perfumada,
e, que não lava roupa e enxuga no varal. E pelo andar da governabilidade não
vai aprender nunca com quantos paus se faz uma canoa. Veste o que tem melhor da
moda de Paris, de todos os lugares do mundo. Concentram mais de 70% das
riquezas do país. Nazifascistas, torturadores, criminosos perigosos e
truculentos. Preconceituosos, excludentes. Com o aval de parte da justiça
selada no quintal das elites. Uma imprensa golpista. Lutamos contra tudo de “ruim”.
A militância petista e aliada deu um banho de democracia.
Não temos medo de ficar de costas, elegemos Dilma presidenta na eleição mais
importante da história do Brasil. Ninguém é inocente, o Congresso é importante,
a participação dos coligados no governo é um fato. É de direito os partidos se
representarem nos ministérios. A questão fundamental é que a militância precisa
ser ouvida, os movimentos sociais junto com todos aqueles que não concordam com
a volta ao passado sombrio, tenebroso. Não estamos obrigados a engolir todos os
sapos. Melhor dizendo, um porco espinho. O PT não tem a obrigação, é uma
questão moral e de respeito aos milhares de militantes, aceitarem qualquer um
de goela abaixo. O PT deve ouvir e ter sensibilidade com aqueles que na hora do
“pega pra capar” é que vão segurar as pontas. Vale o registro, vem segurando
faz décadas.

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