Por
Ana Paula Romão (Educadora)
Renato
Uchôa (Educador)
Nem precisa um
exercício teórico. Nosso ou dos intelectuais das melhores universidades do
mundo. Comprometidos com a autodeterminação dos povos. Ou mesmo daqueles das
cabeceiras dos shoppings e clubes privados. Apreender o instinto de
perversidade, desumanidade dos que fazem os que comandam Israel. Benjamin
Netanyahu é um assassino
por natureza, do mesmo naipe de
Mordechai Kedar um criminoso defensor do estupro às mulheres palestinas. Durante
mais de duas décadas como chefe da inteligência militar de Israel. Deveriam ser
julgados por um Tribunal Internacional. Pagar pelos crimes. Matando
sistematicamente, humilhando crianças com a ponta e o tiro fatal do fuzil, de
perto ou de longe. Não faz diferença, muito menos assassinar jovens e adultos. Provocam
a morte das suas crianças também, que vivem o clima de terror e são educadas
pra odiar. São os meliantes que invadem o nosso país, se apossam das terras e
de quebra, ocupam a sala, matam os nossos filhos e estupram as nossas mulheres.
É a política do Estado Terrorista de Israel apoiada por Barac Obama e outros.
Os palestinos habitam a própria terra, na quase totalidade tomada pelo
agressor, com a conivência de tantos países ditos civilizados. Armaram Israel desde 1948. Não bastando à
entrega de grande parte da Palestina, legitimada pela ONU. O povo palestino
detinha 85% das terras e os judeus cerca de 7%, próximo da criação do Estado
Judeu. Aos árabes, se justifica a posição contrária a criação de Israel e do
próprio estado (Palestino) à época.
Também necessário, por não ter exército, o surgimento dos inúmeros
grupos de resistência, criados para o enfrentamento e defesa dos palestinos. A criação de Israel, determinada na
ONU, em 1947. Contou com 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções, somando 56 Estados. Aspectos
legais da partilha não foram resolvidos. O documento final transgrediu os
direitos fundamentais do povo árabe palestino, regidos pela Carta das Nações Unidas
e pelo Pacto da Sociedade das Nações. Defloramento do Título Jurídico,
alcançado pelos árabes por meio do acordo firmado com os países da Entente, no
refratário da Primeira Guerra Mundial. Mesmo assim, o Título garantia plenos
direitos à independência da Palestina. Sua violação desencadeou sucessivas
revoltas no mundo árabe. De um lado o Estado de Israel, apoiado pelos EUA. E,
do outro, a Liga Árabe, pela antiga URSS. A questão árabe ficou quente em plena
Guerra Fria. Eis, que o imperialismo ocidental tomou corpo na região. Para a matança a céu aberto, a mídia se
mantém eufórica. É controlada pelos agressores. E dos que sobram da caçada
diária, ao longo de mais de meio século, agora confinados, comprimido no gueto
chamada Gaza. Os conflitos entre palestinos e judeus, de mesma origem étnica, se
originam, uma volta de século no tempo. O recrudescimento da violência institucionalizada é que não
vem de longe. Um espetáculo macabro de terror. O povo palestino tem dias,
meses, ano, marcados no calendário da morte, e na agenda das indústrias
armamentistas, já fazem mais de seis décadas. Nem muito menos tem dúvidas, os
judeus, que negaram os ancestrais, e grande parte daqueles que escaparam por
milagre dos carniceiros de Hitler. Nos campos de concentração de tortura e
morte. Sobre o massacre, a matança generalizada assistida em cadeiras
confortáveis. Justificada,
imprescindível e aplaudida por 95% dos judeus. Não é apenas o Estado Terrorista
de Israel o culpado pela barbárie, é o próprio povo judeu que coloniza a ferro
e tanque o que ainda resta de terras. E prega o aniquilamento total, a
varredura completa. Em carne e osso suja as mãos do sangue das crianças
palestinas, que lhe substancia o sentimento mórbido de vingança. Dizem ser a favor da
paz (Israel Democracy Institute). Como podem ter o cinismo de afirmar sobre o
diálogo se defendem o genocídio? Paz dos cemitérios abarrotados de mortos, paz
das bombas de fósforos, de todo tipo. Verdadeiramente defendem o extermínio do
povo palestino. Em um momento propício e estudado, planejado pelos assassinos
(com a ajuda dos EUA), governam e comandam o exército. O Oriente Médio queima
tendência pra mínimo; conflitos armados, golpes, insuflados e financiados pelo
núcleo do capitalismo. Permite Israel fazer a festa. Nenhuma ajuda ao povo
Palestino entregue a própria sorte. A não ser da América Latina, e dos povos,
incluindo milhões de judeus, que se levantam em todo o mundo contra os governos
comprometidos com o massacre. Na
Venezuela, o presidente Maduro anuncia missões para resgatar crianças mutiladas
e órfãs para abrigá-las, como suas. Atitude humanitária para além das
fronteiras latinas. O Brasil faz sua
parte, Dilma teve a coragem e a decência de se contrapor a Israel, repudiado
pelos crimes contra a humanidade.

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