segunda-feira, 11 de maio de 2015

RESPEITEMOS BETO RICHA

                                                                     juntos.com
Por Francisco Costa
Não gosto dos homens menores, dos que chegaram ao topo, entre os que fazem o mesmo, por golpe de sorte ou ajuda dos seus iguais. Todo homem tem a obrigação de pelo menos tentar ser o melhor no que faz. E nesse sentido o governador Beto Richa é um exemplo a ser considerado. Explode um caso policial, na cidade de Londrina, envolvendo pedofilia e exploração sexual de menores, e os envolvidos todos são assessores de Beto Richa, delegados de polícia, fiscais da receita estadual, entre outros, todos os amigos pessoais de Richa. Os denunciantes e investigadores desse caso e de outros, que envolvem até o saque dos cofres públicos, tiveram que sair da cidade, ao se descobrir um plano, feito por amigos do governador, para matá-los, numa tentativa de assalto forjado. Um notório e vil ladrão, amigo íntimo do governador, seu amiguinho de vícios, chefe dos saqueadores da receita estadual, mais que ser nomeado em cargo de confiança, chegou para chefiar o órgão, para livrá-lo dos últimos honestos. E há o ainda o primo do governador, tido e havido como chefe da corrupção na máquina governamental do Paraná, agindo com a desenvoltura dos proprietários, acobertado por Richa. Mas esqueçamos as questões morais e legais e passemos à sua capacidade política e à sua filosofia de governo. Dentro do universal critério de custo/benefício, com R$ 800,00 reais, Richa poderia ter comprado mais de 50 caixas de giz, com 50 unidades em cada uma, ou 35 uniformes escolares, mas não. Poderia ter comprado centenas de comprimidos de analgésicos ou de doses de soro, talvez de gaze ou esparadrapo, de inseticida, para combater a dengue, mas não. Poderia ter comprado milhões de sementes, dezenas de sacos de calcário, com 50 kg em cada um, ou adubo químico, com 25 kg, em cada, mas não. Sabiamente Richa usou esses mesmos R$ 800,00 para comprar cada bomba de efeito moral ou de gás lacrimogêneo, para lançá-la sobre o povo. Não bastasse toda essa autoridade moral e capacidade administrativa, desponta em Richa um invejável espírito de liderança, quando convence o seu Comandante da Polícia Militar e o seu Secretário de Segurança que professores são marginais a serem combatidos a qualquer custo, e vimos no que deu: uma categoria formada majoritariamente por mulheres, boa parte delas já aposentadas ou em vias de se aposentar, serem atacadas por cassetetes, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, sprays de pimenta... Com a prestimosa ajuda de cães pit Bull, provocando o registro de 213 atendimentos hospitalares. Condenado pelos que não entendem o que é bem governar e ser honesto, Richa exonerou os que cumpriram as suas ordens, mostrando uma alta capacidade de coerência, ao não assumir as conseqüências dos seus atos, atribuindo-os a terceiros, para isentar-se. Beto Richa poderia ser um batedor de carteiras, um ladrãozinho de celular, talvez um assaltante a mão armada, quem sabe, líder numa facção do narcotráfico... Mas não, em exemplar mostra do que é capaz os que detêm em si a capacidade de superar os seus iguais, destacando-se, Richa chegou a governador do Paraná. É digno de respeito, muito respeito, o mesmo que devotamos a Marcola, Al Capone e Beira Mar.

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