Por Renato Uchôa (Educador)
Por Ana Paula Romão (Educadora)
Convenhamos. Quem defende os
torturadores, portanto, o crime hediondo da tortura, não tem condições morais,
éticas para governar o Brasil. O povo brasileiro derrotou todos eles. Momento
de covardia e bestialidade que dilacerou o corpo e a alma de milhares de
brasileiro. E americanos do sul. Inclusive a estudante Dilma Rousseff,
barbaramente torturada. Hoje nos orgulha como presidenta do Brasil. A juventude
Samsung-6 de hoje teria calafrios. Em sonhar. Por mais de duas décadas de
regime ditatorial praticaram crimes inomináveis. No Cone Sul a organização dos
esquadrões da morte institucionalizados. Transitou por dentro da Operação
Condor, criada em 1975 em Santiago-Chile. Talvez a maior organização terrorista
da história. Imagine a dificuldade de se enfrentar o regime com um Acordo da
Morte feito entre Brasil, Argentina, Bolívia,
Chile, Paraguai e Uruguai, melhor dizendo, entre os traidores civis e fardados,
sob a tutela americana. Para aprofundar o processo de destruição das
instituições democráticas. Caçar, prender torturar, matar e esconder os corpos.
Gangues fardadas que encurralaram inclusive as forças armadas, que na
totalidade não concordou com as atrocidades e violações dos direitos humanos. Vários
militares trucidados, também perseguidos. Alguns meliantes remanescentes ainda
arrotam arrogância fora ou no Congresso Nacional. Deliciam-se com as violações
praticadas. Vários corpos ainda desaparecidos. Sem cruz. As Comissões da
Verdade têm se aproximado (dela). São Relatórios Importantes sobre o período
mais sombrio da história do país. O retorno a um mundo de humilhações,
torturas, mas de esperança pela justiça. São vozes dos torturados vivos. Dos
parentes dos mortos que pela primeira vez podem ser ouvidos. Tomados pelas
impunidades. Pelo esquecimento. E, agora, aliviados. Querem como indenização,
ao menos, uma Nova História no Brasil. Sede de justiça. Possibilitado pelo
Projeto Direito à Memória e à Verdade, a Comissão Especial sobre Mortos e
Desaparecidos Políticos (CEMDP), a Comissão da Anistia. Todos da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República. Visam revelar as memórias
subterrâneas. Nossa solidariedade à coragem daqueles que foram as audiências.
Os perseguidos até hoje. Ameaçados por décadas para não abrirem a boca. O
espectro das botas de marcha ré impunha o silêncio como tortura. Contínua. As
narrativas anunciam e identifica o aparelho repressivo, a localização dos
restos mortais. À responsabilidade do Estado, durante o regime militar. A
mordaça dos governos posteriores. A
geração torturada pode finalmente soltar o último grito. De liberdade. Uma geração de criatividade e luta duramente
aniquilada, outras mais. E abandonada pelo Supremo Tribunal Federal em 2010 no
julgamento da ADPF 153/DF. Alguns que pensam como Marina. São “notáveis”. No
duplo sentido, da aparência do domínio da lei e da própria frouxidão e
covardia. Eram, alguns ainda ministros e
continuam deixando solta a escória perfumada: Eros Grau, Celso de Mello, Gilmar
Mendes, Carmem Lúcia, Ellen Gracie, Marco Aurélio, Cezar Peluso votaram contra
a punição, a favor da Lei da Anistia 6.683/79 continuar abrigando os torturadores
do aparelho policial-militar. Votou pelo obscurantismo, tortura como método válido
de interrogatório. Ponto final. Prender ao arrepio da lei, torturar, matar,
esconder os corpos. Foi assim que eles se comportaram. No momento de avançar
como os juízes de inúmeros países vizinhos. Deram exemplo na punição da milícia
criminosa, covarde que empestou
a América do Sul por décadas. Nenhum sentimento de covardia, longe dos que
tiveram os ministros citados. O medo foi proporcionalmente equivalente ao grau
de bestialidade dos criminosos do aparelho de Estado. Ayres Britto e Ricardo
Lewandowski não. Vale o registro pra história, se posicionaram a favor da
punição dos criminosos a serviço da ditadura. Caçar, prender, torturar e matar
foi um empreendimento empresarial. Várias empresas deram suporte, Toshiba, Brastemp, Ford e Mercedes Benz, Volkswagen, inúmeras brasileiras. A Folha de São
Paulo e os dejetos da imprensa podre e corrompida que lambeu as botas dos
generais. A língua é dura. É resistente, tem a consistência da do boi. Continua
lambendo os pés das camadas dominantes. A favor de um novo Golpe no Brasil. Contra
o país, e o povo brasileiro. A nossa Estação é diferente da de Marina, que
agora lambe os pés do pavão de covardia e inveja, vulgo FHC. A dela (tem o luxo
do Itaú e o cheiro da Natura). Reúne o que existe de mais reacionário, obscuro,
preconceituoso e excludente da sociedade brasileira. De torturador a banqueiro,
dos que querem novamente transformar o país em ruínas. A nossa Estação é a de
Dilma, o nosso Trem é da Esperança. E nele vêm 35 milhões que saíram da
situação de pobreza absoluta, 10 milhões de estudantes no Pronatec, milhões de famílias na Bolsa
Família, milhões de estudantes no ProUni, milhões de estudantes no Ensino Técnico, milhões de camponeses que
tiveram acesso a terra, milhões de
trabalhadores(as) empregados, 25% dos royalties destinados à saúde, 10% do PIB pra educação, 75% dos
royalties do petróleo para a educação. Cotas, Minha casa, Minha Vida, Rede
Cegonha, Brasil sem Miséria, Programa de Aceleração do Crescimento, Pré-Sal,
Brasil Carinhoso, Mais Médicos, modernização dos aeroportos, rodovias, ferrovias,
mobilidade urbana e milhares de obras de norte a sul, leste a oeste. É o trem
da dignidade, não deixem que entre nele uma parte de “aliados travestidos”. Que
Marta, Marina, Luciana... Todas as dondocas do Brasil fiquem na estação do
Golpe. Vai pegar o trem da Liberdade Mané, ou ficar aí deitado?

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