Por João Pinto (Escritor)
Olhe que amo a Amazônia, mas nunca que um
imigrante nordestino, como este velho é, sai de foco da terra que me gerou. É
assim o amor que sinto pelo Piauí, um sítio tão
pobre, mas imenso dentro dos meus valores. Sonha contigo, ó terra amada. Das
coisas que já foram extintas. É por isso quanto mais exilado de ti, mais minha
pequenez estrela tem um brilho insolvente. "Piauí, terra querida"! Os
teus cajus nimbados, a rolinha Fogo-pagô, o calor visceral de Teresina, o meu antigo
Colégio Paulo Ferraz, os capões, etc, e, agora, um rio insuspeito, urgente de
águas escassas que atravessam o meu memorial, todas essas vozes sudoríferas me
vêm nesta manhã.

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