Foto (renanmaldonado.com)
Por
Renato Uchôa (Educador )
Para além
de qualquer sentimento de vingança... Quando os filhos são dos outros, a história
da humanidade não evoluiu um vintém. As matanças são normais, banalizadas de
acordo com os interesses de quem controla a riqueza. A mídia também. De
qualquer forma, justificadas ao som da reza. Pacote fechado no balcão de
negócios são bombas e tiros para todos. Princípio “democrático” na área da
guerra utilizada pelos camelôs das armas. Vendem bilhões nas invasões dos
países alheios. É corpo para todos os lados. A violência atinge o ápice da
barbárie. As reações contrapostas não poderiam ser diferentes. Um país
invadido, ocupado por outro opressor, que usa a força bruta, o terror como arma
na prática de genocídios não consegue dominar eternamente. Cedo ou tarde, a
reação é brutal. Daqueles que se sentem humilhados. Na regressão do processo de
civilização, ao que parece em grande parte dos países, a selvageria não é
privilégio de uma nação. Pelo contrário, é de todas e de todos. Apenas um
exemplo. A ação da França na Argélia , quando o corte e exposição macabra de
cabeças; não difere do golpe das Volantes nos seguidores do Capitão Virgulino
(Lampião); ou nos de Zumbi dos Palmares. A carne do pescoço é a mesma para a
espada ou o facão das camadas dominantes. Existem milhares de almas sem cabeça
no nordeste de Padim Ciço. No país inteiro. Índios, brancos pobres, negros,
mulheres, uma legião de deserdados decapitados de várias formas. Ao gosto das
elites de plantão. Diferem nos milhares de mortos, dependendo da época em cada
país. No plano individual, que se tornou uma histeria coletiva, em direção ao
pescoço errado. Quem não gostaria de matar o estuprador? Quem não gostaria de
tirar o couro do assassino do filho? Quem não gostaria de rachar a cabeça do
matador da mulher? Quem não gostaria de aplicar 40 chibatadas no espinhaço do
namorado ou marido traidor? Parabéns! Pra você, se pensa assim. É o lado
perverso preservado, que corre no sangue da história da humanidade. Intacto.
Conservado. A pena de morte, aplicada aos diversos crimes, nas diversas
modalidades de Assassinatos Institucionais, nos diversos países que a adotam, é
prova de que a sociedade mantém a barbárie, quando se iguala ao criminoso.
Contra até a morte natural.

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