Por Renato Uchôa ( Educador )
A farinha e a rapadura. Ajeita aí o patuá. Arreio com carinho, pra não
machucar o bicho. As ancoretas transbordam, cabaças cheias dançam pra vida.
Correm pra lá. A água que vai é de todos os rios do Norte e Nordeste e do Parnaíba,
do açude grande, em Campo Maior. Terra dos Heróis da Batalha do Jenipapo contra
os portugueses. Independência do Brasil. É preciso, agora, defendê-la a
qualquer custo. E nós, ao contrário deles, que
vendem por uma banana, não temos preço. Carne seca no alforje. Ajuste no pé as
alpargatas. Não esqueça o pente e o espelho. Saia rendada, Xaxado, quando
voltar. Paraíba feminina, mulher forte, sim senhor! O Tropel tem o sabor do
Coco alagoano, o frevo é do pernambucano, que dançou no 1° turno a valsa
veneziana. Agora, é acertar o passo. Colocar o pé e a cabeça pra dançar a
liberdade. O apito vai tocar, levante a cabeça, a hora é de partir, e cada um
no seu lugar. Avisem Menininha do Cantois. Nordestinos, nortistas e os dos
outros cantos e cânticos do Brasil. A Onda Vermelha vai partir. Congada, que é
do heroico povo mineiro, nos espera no caminho, com o tambor e a tapioca. Vamos
salvar milhares de irmãos paulistas. Deslocaram a retina e o juízo, no andar
com bicho ruim e mentiroso. A sede agora é que mata. De bucho cheio. Acorda
cabra da peste! Quem tem chicote e espora não vai ao grupo. Procure o do Aécio.
O nosso é o da solidariedade, da justiça, dos benefícios da democracia para
todos e em todos os cantos do país. Arraste o pé, paulista. Lá vem o Bumba meu
Boi do Piauí e do Maranhão. O Maneiro Pau do Ceará já começou. Acorda cabra da
peste, o Choro de São Paulo vai ser de melodia. Fora Aécio e a gangue do metrô.
A água agora vai chegar. Dilma presidenta do Brasil é real. Não é miragem, já é
o nosso futuro no presente.

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